Encontro de alunos encontra na rede divulgação eficaz


por Camila Oliveira

A presença das redes sociais na vida pessoal é incontestável, mas no mundo acadêmico, as posturas se dividem. Há as instituições que desejam estar presentes nas redes, mas ainda há aquelas que insistem em manter certa intolerância, distanciando-se da rede, e tentando manter o estudante longe dela, limitando o acesso nos laboratórios, por exemplo.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) escolheu estar onde o aluno está e possui perfil no Twiter e no Facebook, como explica em seu site, a justificativa para a criação é que as redes são “uma forma eficiente de divulgação de informações, bem como uma estratégia de interação entre a Universidade e o seu público.” 
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte não impõe restrições de acesso, e alguns departamentos ainda contam com páginas no redes sociais. A estudante de Biomedicina, Carolina Araújo, comenta que a ferramenta é utilizada para “dialogar com aqueles que usufruem de seus serviços e queiram tirar dúvidas, fazer sugestões e reclamações.”
Carolina foi uma das organizadoras da Semana do cérebro, evento beneficiado pela divulgação nas redes sociais. “É uma ferramenta que atinge grande parte dos estudantes universitários, como também a população no geral.” A Semana, além de uma página no facebook, tinha um blog que divulgava a programação, resumos das palestras, link para as inscrições, entre outras informações relacionadas. Ao lado de facebook, twitter e wordpress, no “mundo real”, a principal maneira de divulgação eram os cartazes espalhados pela universidade.
Carolina acredita na importância das redes sociais para o mundo acadêmico numa maneira que extrapola a divulgação de enventos, e alcança projetos de pesquisa e extensão, informações que são de interesse público, como um alerta sobre algum problema na infraestrutura, sendo importantes para o diálogo com a população universitária.