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Internet e TV Digital possibilitam o crescimento do cinema interativo

Rio+20 incentiva debate nas universidades brasileiras

Instituições de ensino superior usam a temática do desenvolvimento sustentável para promover debates políticos e sociais

Unesp de Sorocaba participa da RoboCup

Alunos de Engenharia de Controle e Automação participam de campeonato internacional de futebol de robôs

Mulheres jovens estão bebendo mais do que os homens

Pesquisa da Unesp de Botucatu aponta conclusão

Código Florestal gera discussões e críticas na Rio+20


Camila Franzoni

As discussões sobre o Código Florestal continuam acentuadas na Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente. O diálogo temático sobre florestas que aconteceu esta semana mostrou o interesse da população em se discutir o desmatamento zero. O tema não constava na lista de recomendações dos dez itens mais votados no debate on-line que precedeu a mesa redonda. 
No entanto, foi incluído na pauta pelos próprios membros, que criticaram a reforma no Código Florestal brasileiro. Entre eles estavam André Leal, dono da Natura,; André Freitas, diretor do Imaflora, maior instituição de certificação de madeira no país; a equatoriana Yolanda Kakabadse, presidente da ONG WWF; e o alemão Klaus Töpfer, ex-secretário-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). 
Já o único representante dos povos indígenas no painel afirmou que o modo como o debate foi conduzido (pela internet) prejudicou a participação justamente dos mais afetados pelo desmatamento. “Não há nenhuma recomendação específica sobre povos indígenas. Podemos dizer que, por falta de internet nas florestas e nas terras indígenas, não pudemos votar em recomendações,” declarou Estebancio Castro Díaz, secretário-executivo da Aliança dos Povos Indígenas e Tribais das Florestas Tropicais, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”. 


Seminário sobre o novo Código Florestal na Rio +20


Manifestações de indígenas e mulheres se destacam


Indígenas vestidos a caráter e portando arcos e flechas protestam no centro do Rio de Janeiro. O objetivo é chamar atenção para a reforma do Código Florestal, o desmatamento e obras que impactam diretamente nas florestas, como a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes se concentraram na porta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como uma crítica ao modo como a instituição financia projetos pouco sustentáveis.
Também houve protestos pela igualdade de gêneros, críticas à legislação ambiental do país, legalização do aborto e contra o capitalismo, que chegou a reunir mais de cinco mil pessoas.
Confira as fotos das manifestações: http://fotos.estadao.com.br/indios-compareceram-em-peso-ao-rio-para-participar-das-discussoes,galeria,,172602,,11,0.htm 




Ahmadinejad vai participar da Rio+20


A vinda do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad tanbém gerou protestos. Acusado de crimes contra a humanidade, o presidente é criticado por sua política radical e pelo desenvolvimento de armas nucelares. Desde que sua vinda foi anunciada, milhares de manifestantes se reúnem em bairros cariocas, como Ipanema, para convencer a presidente Dilma a não recebê-lo.




Veja a manifestação contra a vinda do presidente do Irã ao país:


http://tv.estadao.com.br/videos,PROTESTO-CONTRA-AHMADINEJAD-NO-RIO,172660,267,0.htm


Experiência dentro da universidade ajuda no mercado de trabalho


Camila Franzoni

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Brasil atingiu a marca de 70 milhões de trabalhadores formais em 2011. Isso é reflexo do crescimento econômico do país, já que o vínculo formal traz benefícios ao trabalhador, como a tão sonhada aposentadoria.
Pensando nisso, as universidades buscam preparar os estudantes para o mercado de trabalho, desenvolvendo atividades em empresas juniores, projetos de extensão e programas de estágio na própria instituição. “Participar de uma empresa júnior já é uma tendência bastante consolidada, que complementa a formação acadêmica do estudante em vários aspectos, porque possibilita colocar em prática as teorias aprendidas em sala de aula”, explica a especialista em gestão de carreiras Renata Marucci em artigo publicado no site Empregos.

Mas o que é uma empresa júnior?
As empresas juniores não são boas apenas para os estudantes, mas também para quem as contrata. Os serviços prestados apresentam boa qualidade e com custos que chegam a ser 40% menor que o do mercado tradicional. Esse tipo de empresa surgiu na França, em 1967, chegando ao Brasil em 1988 na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atualmente, há mais de 250 instituições no Cadastro Nacional de Empresas Juniores e há organizações de representação do setor, como a Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo ((FEJESP)).
O Brasil está se destacando no cenário internacional e sediar eventos esportivos de porte como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 é um exemplo. A preparação para os jogos não está apenas na melhoria da infra-estrutura, mas na qualidade do serviço prestado aos turistas.

Empresas juniores são uma ótima oportunidade de ingressar no mercado de trabalho

Copa do Mundo e Olimpíadas aumenta procura por cursos de idiomas
Com base nisso, muitas empresas, principalmente às ligadas ao setor do turismo e comércio, está buscando novos talentos que tenham proficiência em vários idiomas, e não apenas inglês. Escolas de línguas, como Wizard, CNA e CCAA estão oferecendo cursos de curta duração, com início para vários períodos do ano.
Outra alternativa é o Guia Brasil 2014, publicado pelo Grupo Multi, detentora das marcas Wizard e Yázigi. O livro traz as frases e expressões mais comuns em diálogos com turistas estrangeiros.


Dilma firma convênio de intercâmbio estudantil com os Estados Unidos
O aprimoramento do inglês e de outros idiomas pode ser feito em intercâmbios, que trazem destaque para o currículo. Em visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff firmou parceria com instituições de ensino superior americanas para o programa de bolsas de estudo no exterior Ciências sem Fronteiras. Até o renomado Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) assinou um acordo com o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).




Bauru está entre as 100 melhores cidades em Gestão Fiscal


Kátia Kishi

Em um estudo desenvolvido pelo sistema Firjan, que envolvem mais de 5 mil municípios brasileiros, apresentou Bauru entre os 60 melhores municípios em Gestão Fiscal do país. Em um índice que varia de 0 a 1, sendo um a melhor colocação, Bauru ficou com nota 0,8255 sendo um dos poucos municípios classificado como excelente no quesito (apenas 95 cidades brasileiras atingiram a categoria A – Gestão de Excelência em Gestão Fiscal)
A classificação de Bauru foi melhor que da maioria das capitais federais, com exceção de Porto Velho e Vitória, sendo a 52ª melhor cidade. No estado de São Paulo, Bauru atingiu a 17ª posição.
Somente os dados oficiais declarados pelos municípios à Secretária Nacional do Tesouro, foram utilizados os dados de 2010.



De acordo com declaração do “Jornal da Cidade”, Marcos Garcia, secretário municipal de finanças de Bauru, afirmou que o bom desempenho se deu pelo aumento no nível de investimentos e liquidez da cidade.
Segue os resultados de Bauru em cada quesito estudo pelo Índice Firjan:

Receita Própria: 0,9629
Gastos com Pessoal: 0,7099
Investimentos: 0,7294
Liquidez: 0,9831
Custo da Dívida: 0,6377
IFGF: 0,8255

SAIBA MAIS:


São Paulo tem seis municípios entre os melhores em Gestão Fiscal


Kátia Kishi

O Índice FIRJAN destacou que as desigualdades sociais e econômicas entre os municípios brasileiros se estendem na responsabilidade administrativa e gestão pública mesmo após dez anos da promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) brasileira.
Segundo dados do relatório do Índice FIRJAN, cerca de 2.300 municípios brasileiros estão em situação de dificuldade fiscal e mais de 1000 cidades em gestão crítica. A maioria dos resultados negativos estão nos municípios do Norte e Nordeste, sendo que dos 100 desempenhos mais baixos do IFGF, 93 cidades estão em alguma dessas regiões brasileiras.
Em contraste, seis municípios só do estado de São Paulo completam os dez melhores classificados por esse índice. As regiões Sul e Sudeste apresentaram os melhores resultados no geral, sendo a região Sul o destaque de estudo do IFGF com quase metade dos municípios bem classificados.
No entanto, pela análise geral das cidades brasileiras 83% das cidades não se sustentam sozinhos e precisam do repasse da união e 20% dos municípios começam o ano com uma despesa do ano anterior maior que toda arrecadação que vão ter durante o ano todo.

Santa Isabel (GO), melhor cidade em gestão fiscal do ano


Confira a lista das melhores cidades em gestão fiscal:

1ª Lugar: Santa Isabel (GO)
2ª Lugar: Poá (SP)
3ª Lugar: Barueri (SP)
4ª Lugar: Jeceaba (MG)
5ª Lugar: Piracicaba (SP)
6ª Lugar: Caraguatatuba (SP)
7ª Lugar: Ourilândia do Norte (PA)
8ª Lugar: Maringá (PR)
9ª Lugar: Birigui (SP)
10ª Lugar: Paraibuna (SP)


SAIBA MAIS:

Mapa da Gestão Fiscal
Índice Firjan dá mais objetividade à avaliação da gestão fiscal das cidades
Cartilha sobre gestão fiscal



Sistema FIRJAN desenvolve índice de Gestão Fiscal




Kátia Kishi

O Sistema FIRJAN (Federação Industrial do Rio de Janeiro) desenvolveu nos últimos anos o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) aplicado nos municípios brasileiros e nesse mês foi liberado o relatório final de avaliação, apresentando que cerca de 65% dos municípios do Brasil estão em uma situação fiscal crítica ou difícil.
O IFGF foi criado para incentivar a responsabilidade administrativa e de gestão pública entre os municípios além de trazer parâmetros de comparação para sociedade se basear e cobrar mais de seus representantes políticos. No entanto, ter um bom resultado na gestão fiscal do município não é garantia de qualidade dos serviços públicos prestados à população, mas é um ponto necessário para o desenvolvimento do mesmo.
O estudo é elaborado apenas com dados oficiais declarados pelos próprios municípios à Secretária Nacional do Tesouro e te cinco quesitos de avaliação: A Receita Própria, referente à capacidade de arrecadação de cada município; Gasto com Pessoal, referente à rigidez orçamentária para o pagamento de pessoal; Liquidez, referente ao restos de gastos acumulados anuais e as táticas para cobri-los no ano seguinte; Investimentos que o município pretende investir e Custos das Dívidas que avalia as medidas de pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos.
Os índices variam de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1 mais eficiente é a gestão fiscal, o município recebem os seguintes conceitos segundo sua classificação:

Conceito A (Gestão de Excelência): resultados superiores a 0,8 pontos.
Conceito B (Boa Gestão): resultados compreendidos entre 0,6 e 0,8 pontos.
Conceito C (Gestão em Dificuldade): resultados compreendidos entre 0,4 e 0,6 pontos.
Conceito D (Gestão Crítica): resultados inferiores a 0,4 pontos.

Saiba mais

Atlética da USP comemora “parceria” com redes sociais na divulgação de eventos


por Luis Paulo Jarussi

Com o advento das redes sociais não foram só as promoções relâmpago e os memes que se multiplicaram rapidamente. Dentro do universo da interatividade é possível achar espaço para divulgar eventos e até mesmo reunir a comunidade esportiva. Os alunos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo são um exemplo disso. Segundo Paulo Chou, diretor de comunicação da Atlética da ECA, a migração para as redes sociais foi mais rápida do que em outras agremiações da USP. “Como já fazemos parte de uma escola de comunicação, a transição tanto dos organizadores quanto do público foi bem mais rápida”, afirma o diretor.
No Facebook, atualmente o principal veículo de comunicação online, eventos como festas e campeonatos esportivos são divulgados e, na própria rede, é possível acompanhar como a notícia se espalha. Quando o assunto é esporte, o público se reduz aos alunos da instituição, mas no caso de festas não há mais fronteiras. “Alunos de outras universidades como Mackenzie e Cásper Líbero contemplam nossos eventos e a maioria toma conhecimento via internet” conta André Cavalieri, presidente da Atlética. O staff da agremiação acompanha diariamente a repercussão de suas postagens e eventos nas redes sociais, o que ajuda a quantificar o número de presentes em cada uma das datas. Segundo Cavalieri, “o acompanhamento é feito e também observamos as críticas e elogios às nossas produções”.
O resultado da inovação é positivo. Os eventos contam com boas audiências e um blog foi feito para discutir e apresentar novos projetos aos estudantes. Quase a totalidade dos acessos feitos ao blog da Atlética é feito por meio do Facebook, o que faz os dirigentes comemorarem o avanço tecnológico. 

O meio acadêmico também é social


por Julia Matravolgyi

Estudo e Redes Sociais: é comum pensar que um atrapalha o outro, ajudando os estudantes a “deixar tudo para depois”. Quem nunca deu “só uma passadinha” no Twitter antes de estudar que atire a primeira pedra. Mas, ao contrário do quemuita gente pensa, nem sempre usar a web no lugar do estudo é prejudicial: existem redes criadas unicamente com o intuito de facilitar o aprendizado e aproximar os alunos.       
Quem viu o número de usuários do Facebook no país crescer 268% ao ano provavelmente não imagina que o entretenimento não é o único capaz de acumular participantes (e gerar lucro). De forma surpreendente, no meio acadêmico as redes sociais se tornaram uma ferramenta lucrativa e funcional.
No mercado nacional, Renato Freitas, criador do Ebah é um exemplo disso: somente em 2010 ele faturou mais de meio milhão de reais com o site, que tem mais de 3 mil cadastros todos os dias. A ideia surgiu em 2006, quando Renato, na época estudante de engenharia, percebeu que ele e os colegas gastavam muito dinheiro tirando copias do material de estudo.
No ano seguinte - devido ao sucesso - o site tornou-se uma rede social (antes, era usado apenas por alunos da Universidade de São Paulo), na qual além de compartilhar material de estudo, o usuário também pode ter um perfil, separar o conteúdo por curso e participar de comunidades das áreas em que estuda. No fim de 2007, a rede já acumulava mais de 20 mil usuários.
“Acredito que o crescimento da rede está ligado as suas próprias características: os materiais de estudo compartilhados são de grande interesse para os universitários, estão bem organizados, e todo o conteúdo dos arquivos são fáceis de serem encontrados”, garante Freitas em entrevista ao blog Results On. O Ebah é hoje um dos principais exemplos de uso das redes sociais totalmente voltado para o estudo.

Como funciona a manutenção desses sites?
Assim como nas redes sociais dedicadas ao entretenimento, as que se dedicam ao meio acadêmico também dependem da publicidade quando pretendem lucrar. Isso é possível pois “as redes se destacam como ferramentas fundamentais para ações eficazes de marketing, pois o público (especialmente as novas gerações) está cada dia mais se conectando e buscando opções de compartilhamento”, garante Bruna Salto, que coordena parte da produção de revistas digitais na Editora Alto Astral, em Bauru, São Paulo.
Dessa maneira, o espaço publicitário nas redes sociais se torna cada vez mais valorizado, e o lucro gerado permite que elas se desenvolvam e se aperfeiçoem. Renato completa, sobre a experiência do EbaH: “Desde o começo percebi que nosso modelo de negócios estaria baseado em publicidade, aproveitando o espaço no mercado, já que existem poucos canais de comunicação online exclusivamente para universitários”.