Experiência dentro da universidade ajuda no mercado de trabalho


Camila Franzoni

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Brasil atingiu a marca de 70 milhões de trabalhadores formais em 2011. Isso é reflexo do crescimento econômico do país, já que o vínculo formal traz benefícios ao trabalhador, como a tão sonhada aposentadoria.
Pensando nisso, as universidades buscam preparar os estudantes para o mercado de trabalho, desenvolvendo atividades em empresas juniores, projetos de extensão e programas de estágio na própria instituição. “Participar de uma empresa júnior já é uma tendência bastante consolidada, que complementa a formação acadêmica do estudante em vários aspectos, porque possibilita colocar em prática as teorias aprendidas em sala de aula”, explica a especialista em gestão de carreiras Renata Marucci em artigo publicado no site Empregos.

Mas o que é uma empresa júnior?
As empresas juniores não são boas apenas para os estudantes, mas também para quem as contrata. Os serviços prestados apresentam boa qualidade e com custos que chegam a ser 40% menor que o do mercado tradicional. Esse tipo de empresa surgiu na França, em 1967, chegando ao Brasil em 1988 na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atualmente, há mais de 250 instituições no Cadastro Nacional de Empresas Juniores e há organizações de representação do setor, como a Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo ((FEJESP)).
O Brasil está se destacando no cenário internacional e sediar eventos esportivos de porte como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 é um exemplo. A preparação para os jogos não está apenas na melhoria da infra-estrutura, mas na qualidade do serviço prestado aos turistas.

Empresas juniores são uma ótima oportunidade de ingressar no mercado de trabalho

Copa do Mundo e Olimpíadas aumenta procura por cursos de idiomas
Com base nisso, muitas empresas, principalmente às ligadas ao setor do turismo e comércio, está buscando novos talentos que tenham proficiência em vários idiomas, e não apenas inglês. Escolas de línguas, como Wizard, CNA e CCAA estão oferecendo cursos de curta duração, com início para vários períodos do ano.
Outra alternativa é o Guia Brasil 2014, publicado pelo Grupo Multi, detentora das marcas Wizard e Yázigi. O livro traz as frases e expressões mais comuns em diálogos com turistas estrangeiros.


Dilma firma convênio de intercâmbio estudantil com os Estados Unidos
O aprimoramento do inglês e de outros idiomas pode ser feito em intercâmbios, que trazem destaque para o currículo. Em visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff firmou parceria com instituições de ensino superior americanas para o programa de bolsas de estudo no exterior Ciências sem Fronteiras. Até o renomado Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) assinou um acordo com o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).