Luminária solar é realidade em universidade de Pernambuco


Região brasileira faz uso do potencial solar em nome da sustentabilidade
Ana Laura Mosquera         


Ao perceber o potencial de radiação solar da região nordeste do Brasil, o designer Alberes Vasconcelos, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveu o projeto de uma luminária pública solar, a Lumisol. A ideia do designer surgiu com as aulas ministradas no curso de Light Design, que faz parte do programa de graduação em Design da UFPE.
A partir de uma análise mercadológica na área de iluminação pública da região, foi constatada a importância de um produto com diferencial sustentável que aproveitasse esse potencial. Após a conclusão do processo de pesquisa, a produção foi iniciada e, entre aquisição de materiais e testes de observação, a Lumisol saiu do papel.

Iluminando de verdade
Uma placa solar fotovoltaica capta durante o dia a energia do sol e, por meio de cabos elétricos, a energia é enviada para uma bateria. Esta, por sua vez, armazena toda a energia captada pela placa solar. Quando anoitece, um sensor presente na luminária identifica a ausência de luz e ativa o sistema de iluminação.
A Lumisol traz um novo conceito de iluminação pública, incorporando o uso de uma fonte de energia limpa, renovável e gratuita aos princípios de eficiência energética. “Além de ter um design inovador, que valoriza os espaços públicos e o meio ambiente”, ressalta o idealizador do projeto, Alberes Vasconcelos.
Outro fator importante é quanto à utilização de lâmpadas LED, cujo alto brilho, além de reduzir o consumo elétrico, também garante um tempo de vida de até 50.000 horas. “A elaboração do projeto tem também o intuito de promover e divulgar o uso das energias renováveis, algumas abundantes na região, mas cujo uso ainda caminha a passos lentos”, comenta o designer.
De acordo com Alberes, a maior dificuldade encontrada para a execução final da luminária sustentável foi com relação ao patrocínio. “Boa parte do projeto foi custeada pela própria equipe”, afirma. A aceitação tem sido bastante positiva. “Com essa febre de sustentabilidade ambiental presente no meio das empresas e universidades, são poucas as pessoas que não torcem a favor de um desenvolvimento sustentável”, conclui.