Não gostou do fim do filme? Escolha outro!

Internet e TV Digital possibilitam o crescimento do cinema interativo

Rio+20 incentiva debate nas universidades brasileiras

Instituições de ensino superior usam a temática do desenvolvimento sustentável para promover debates políticos e sociais

Unesp de Sorocaba participa da RoboCup

Alunos de Engenharia de Controle e Automação participam de campeonato internacional de futebol de robôs

Mulheres jovens estão bebendo mais do que os homens

Pesquisa da Unesp de Botucatu aponta conclusão

Código Florestal gera discussões e críticas na Rio+20


Camila Franzoni

As discussões sobre o Código Florestal continuam acentuadas na Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente. O diálogo temático sobre florestas que aconteceu esta semana mostrou o interesse da população em se discutir o desmatamento zero. O tema não constava na lista de recomendações dos dez itens mais votados no debate on-line que precedeu a mesa redonda. 
No entanto, foi incluído na pauta pelos próprios membros, que criticaram a reforma no Código Florestal brasileiro. Entre eles estavam André Leal, dono da Natura,; André Freitas, diretor do Imaflora, maior instituição de certificação de madeira no país; a equatoriana Yolanda Kakabadse, presidente da ONG WWF; e o alemão Klaus Töpfer, ex-secretário-executivo do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). 
Já o único representante dos povos indígenas no painel afirmou que o modo como o debate foi conduzido (pela internet) prejudicou a participação justamente dos mais afetados pelo desmatamento. “Não há nenhuma recomendação específica sobre povos indígenas. Podemos dizer que, por falta de internet nas florestas e nas terras indígenas, não pudemos votar em recomendações,” declarou Estebancio Castro Díaz, secretário-executivo da Aliança dos Povos Indígenas e Tribais das Florestas Tropicais, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”. 


Seminário sobre o novo Código Florestal na Rio +20


Manifestações de indígenas e mulheres se destacam


Indígenas vestidos a caráter e portando arcos e flechas protestam no centro do Rio de Janeiro. O objetivo é chamar atenção para a reforma do Código Florestal, o desmatamento e obras que impactam diretamente nas florestas, como a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Os manifestantes se concentraram na porta do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como uma crítica ao modo como a instituição financia projetos pouco sustentáveis.
Também houve protestos pela igualdade de gêneros, críticas à legislação ambiental do país, legalização do aborto e contra o capitalismo, que chegou a reunir mais de cinco mil pessoas.
Confira as fotos das manifestações: http://fotos.estadao.com.br/indios-compareceram-em-peso-ao-rio-para-participar-das-discussoes,galeria,,172602,,11,0.htm 




Ahmadinejad vai participar da Rio+20


A vinda do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad tanbém gerou protestos. Acusado de crimes contra a humanidade, o presidente é criticado por sua política radical e pelo desenvolvimento de armas nucelares. Desde que sua vinda foi anunciada, milhares de manifestantes se reúnem em bairros cariocas, como Ipanema, para convencer a presidente Dilma a não recebê-lo.




Veja a manifestação contra a vinda do presidente do Irã ao país:


http://tv.estadao.com.br/videos,PROTESTO-CONTRA-AHMADINEJAD-NO-RIO,172660,267,0.htm


Experiência dentro da universidade ajuda no mercado de trabalho


Camila Franzoni

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2011, divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que o Brasil atingiu a marca de 70 milhões de trabalhadores formais em 2011. Isso é reflexo do crescimento econômico do país, já que o vínculo formal traz benefícios ao trabalhador, como a tão sonhada aposentadoria.
Pensando nisso, as universidades buscam preparar os estudantes para o mercado de trabalho, desenvolvendo atividades em empresas juniores, projetos de extensão e programas de estágio na própria instituição. “Participar de uma empresa júnior já é uma tendência bastante consolidada, que complementa a formação acadêmica do estudante em vários aspectos, porque possibilita colocar em prática as teorias aprendidas em sala de aula”, explica a especialista em gestão de carreiras Renata Marucci em artigo publicado no site Empregos.

Mas o que é uma empresa júnior?
As empresas juniores não são boas apenas para os estudantes, mas também para quem as contrata. Os serviços prestados apresentam boa qualidade e com custos que chegam a ser 40% menor que o do mercado tradicional. Esse tipo de empresa surgiu na França, em 1967, chegando ao Brasil em 1988 na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atualmente, há mais de 250 instituições no Cadastro Nacional de Empresas Juniores e há organizações de representação do setor, como a Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo ((FEJESP)).
O Brasil está se destacando no cenário internacional e sediar eventos esportivos de porte como os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014 é um exemplo. A preparação para os jogos não está apenas na melhoria da infra-estrutura, mas na qualidade do serviço prestado aos turistas.

Empresas juniores são uma ótima oportunidade de ingressar no mercado de trabalho

Copa do Mundo e Olimpíadas aumenta procura por cursos de idiomas
Com base nisso, muitas empresas, principalmente às ligadas ao setor do turismo e comércio, está buscando novos talentos que tenham proficiência em vários idiomas, e não apenas inglês. Escolas de línguas, como Wizard, CNA e CCAA estão oferecendo cursos de curta duração, com início para vários períodos do ano.
Outra alternativa é o Guia Brasil 2014, publicado pelo Grupo Multi, detentora das marcas Wizard e Yázigi. O livro traz as frases e expressões mais comuns em diálogos com turistas estrangeiros.


Dilma firma convênio de intercâmbio estudantil com os Estados Unidos
O aprimoramento do inglês e de outros idiomas pode ser feito em intercâmbios, que trazem destaque para o currículo. Em visita aos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff firmou parceria com instituições de ensino superior americanas para o programa de bolsas de estudo no exterior Ciências sem Fronteiras. Até o renomado Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT) assinou um acordo com o Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA).




Bauru está entre as 100 melhores cidades em Gestão Fiscal


Kátia Kishi

Em um estudo desenvolvido pelo sistema Firjan, que envolvem mais de 5 mil municípios brasileiros, apresentou Bauru entre os 60 melhores municípios em Gestão Fiscal do país. Em um índice que varia de 0 a 1, sendo um a melhor colocação, Bauru ficou com nota 0,8255 sendo um dos poucos municípios classificado como excelente no quesito (apenas 95 cidades brasileiras atingiram a categoria A – Gestão de Excelência em Gestão Fiscal)
A classificação de Bauru foi melhor que da maioria das capitais federais, com exceção de Porto Velho e Vitória, sendo a 52ª melhor cidade. No estado de São Paulo, Bauru atingiu a 17ª posição.
Somente os dados oficiais declarados pelos municípios à Secretária Nacional do Tesouro, foram utilizados os dados de 2010.



De acordo com declaração do “Jornal da Cidade”, Marcos Garcia, secretário municipal de finanças de Bauru, afirmou que o bom desempenho se deu pelo aumento no nível de investimentos e liquidez da cidade.
Segue os resultados de Bauru em cada quesito estudo pelo Índice Firjan:

Receita Própria: 0,9629
Gastos com Pessoal: 0,7099
Investimentos: 0,7294
Liquidez: 0,9831
Custo da Dívida: 0,6377
IFGF: 0,8255

SAIBA MAIS:


São Paulo tem seis municípios entre os melhores em Gestão Fiscal


Kátia Kishi

O Índice FIRJAN destacou que as desigualdades sociais e econômicas entre os municípios brasileiros se estendem na responsabilidade administrativa e gestão pública mesmo após dez anos da promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) brasileira.
Segundo dados do relatório do Índice FIRJAN, cerca de 2.300 municípios brasileiros estão em situação de dificuldade fiscal e mais de 1000 cidades em gestão crítica. A maioria dos resultados negativos estão nos municípios do Norte e Nordeste, sendo que dos 100 desempenhos mais baixos do IFGF, 93 cidades estão em alguma dessas regiões brasileiras.
Em contraste, seis municípios só do estado de São Paulo completam os dez melhores classificados por esse índice. As regiões Sul e Sudeste apresentaram os melhores resultados no geral, sendo a região Sul o destaque de estudo do IFGF com quase metade dos municípios bem classificados.
No entanto, pela análise geral das cidades brasileiras 83% das cidades não se sustentam sozinhos e precisam do repasse da união e 20% dos municípios começam o ano com uma despesa do ano anterior maior que toda arrecadação que vão ter durante o ano todo.

Santa Isabel (GO), melhor cidade em gestão fiscal do ano


Confira a lista das melhores cidades em gestão fiscal:

1ª Lugar: Santa Isabel (GO)
2ª Lugar: Poá (SP)
3ª Lugar: Barueri (SP)
4ª Lugar: Jeceaba (MG)
5ª Lugar: Piracicaba (SP)
6ª Lugar: Caraguatatuba (SP)
7ª Lugar: Ourilândia do Norte (PA)
8ª Lugar: Maringá (PR)
9ª Lugar: Birigui (SP)
10ª Lugar: Paraibuna (SP)


SAIBA MAIS:

Mapa da Gestão Fiscal
Índice Firjan dá mais objetividade à avaliação da gestão fiscal das cidades
Cartilha sobre gestão fiscal



Sistema FIRJAN desenvolve índice de Gestão Fiscal




Kátia Kishi

O Sistema FIRJAN (Federação Industrial do Rio de Janeiro) desenvolveu nos últimos anos o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) aplicado nos municípios brasileiros e nesse mês foi liberado o relatório final de avaliação, apresentando que cerca de 65% dos municípios do Brasil estão em uma situação fiscal crítica ou difícil.
O IFGF foi criado para incentivar a responsabilidade administrativa e de gestão pública entre os municípios além de trazer parâmetros de comparação para sociedade se basear e cobrar mais de seus representantes políticos. No entanto, ter um bom resultado na gestão fiscal do município não é garantia de qualidade dos serviços públicos prestados à população, mas é um ponto necessário para o desenvolvimento do mesmo.
O estudo é elaborado apenas com dados oficiais declarados pelos próprios municípios à Secretária Nacional do Tesouro e te cinco quesitos de avaliação: A Receita Própria, referente à capacidade de arrecadação de cada município; Gasto com Pessoal, referente à rigidez orçamentária para o pagamento de pessoal; Liquidez, referente ao restos de gastos acumulados anuais e as táticas para cobri-los no ano seguinte; Investimentos que o município pretende investir e Custos das Dívidas que avalia as medidas de pagamento de juros e amortizações de empréstimos contraídos.
Os índices variam de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1 mais eficiente é a gestão fiscal, o município recebem os seguintes conceitos segundo sua classificação:

Conceito A (Gestão de Excelência): resultados superiores a 0,8 pontos.
Conceito B (Boa Gestão): resultados compreendidos entre 0,6 e 0,8 pontos.
Conceito C (Gestão em Dificuldade): resultados compreendidos entre 0,4 e 0,6 pontos.
Conceito D (Gestão Crítica): resultados inferiores a 0,4 pontos.

Saiba mais

Atlética da USP comemora “parceria” com redes sociais na divulgação de eventos


por Luis Paulo Jarussi

Com o advento das redes sociais não foram só as promoções relâmpago e os memes que se multiplicaram rapidamente. Dentro do universo da interatividade é possível achar espaço para divulgar eventos e até mesmo reunir a comunidade esportiva. Os alunos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo são um exemplo disso. Segundo Paulo Chou, diretor de comunicação da Atlética da ECA, a migração para as redes sociais foi mais rápida do que em outras agremiações da USP. “Como já fazemos parte de uma escola de comunicação, a transição tanto dos organizadores quanto do público foi bem mais rápida”, afirma o diretor.
No Facebook, atualmente o principal veículo de comunicação online, eventos como festas e campeonatos esportivos são divulgados e, na própria rede, é possível acompanhar como a notícia se espalha. Quando o assunto é esporte, o público se reduz aos alunos da instituição, mas no caso de festas não há mais fronteiras. “Alunos de outras universidades como Mackenzie e Cásper Líbero contemplam nossos eventos e a maioria toma conhecimento via internet” conta André Cavalieri, presidente da Atlética. O staff da agremiação acompanha diariamente a repercussão de suas postagens e eventos nas redes sociais, o que ajuda a quantificar o número de presentes em cada uma das datas. Segundo Cavalieri, “o acompanhamento é feito e também observamos as críticas e elogios às nossas produções”.
O resultado da inovação é positivo. Os eventos contam com boas audiências e um blog foi feito para discutir e apresentar novos projetos aos estudantes. Quase a totalidade dos acessos feitos ao blog da Atlética é feito por meio do Facebook, o que faz os dirigentes comemorarem o avanço tecnológico. 

O meio acadêmico também é social


por Julia Matravolgyi

Estudo e Redes Sociais: é comum pensar que um atrapalha o outro, ajudando os estudantes a “deixar tudo para depois”. Quem nunca deu “só uma passadinha” no Twitter antes de estudar que atire a primeira pedra. Mas, ao contrário do quemuita gente pensa, nem sempre usar a web no lugar do estudo é prejudicial: existem redes criadas unicamente com o intuito de facilitar o aprendizado e aproximar os alunos.       
Quem viu o número de usuários do Facebook no país crescer 268% ao ano provavelmente não imagina que o entretenimento não é o único capaz de acumular participantes (e gerar lucro). De forma surpreendente, no meio acadêmico as redes sociais se tornaram uma ferramenta lucrativa e funcional.
No mercado nacional, Renato Freitas, criador do Ebah é um exemplo disso: somente em 2010 ele faturou mais de meio milhão de reais com o site, que tem mais de 3 mil cadastros todos os dias. A ideia surgiu em 2006, quando Renato, na época estudante de engenharia, percebeu que ele e os colegas gastavam muito dinheiro tirando copias do material de estudo.
No ano seguinte - devido ao sucesso - o site tornou-se uma rede social (antes, era usado apenas por alunos da Universidade de São Paulo), na qual além de compartilhar material de estudo, o usuário também pode ter um perfil, separar o conteúdo por curso e participar de comunidades das áreas em que estuda. No fim de 2007, a rede já acumulava mais de 20 mil usuários.
“Acredito que o crescimento da rede está ligado as suas próprias características: os materiais de estudo compartilhados são de grande interesse para os universitários, estão bem organizados, e todo o conteúdo dos arquivos são fáceis de serem encontrados”, garante Freitas em entrevista ao blog Results On. O Ebah é hoje um dos principais exemplos de uso das redes sociais totalmente voltado para o estudo.

Como funciona a manutenção desses sites?
Assim como nas redes sociais dedicadas ao entretenimento, as que se dedicam ao meio acadêmico também dependem da publicidade quando pretendem lucrar. Isso é possível pois “as redes se destacam como ferramentas fundamentais para ações eficazes de marketing, pois o público (especialmente as novas gerações) está cada dia mais se conectando e buscando opções de compartilhamento”, garante Bruna Salto, que coordena parte da produção de revistas digitais na Editora Alto Astral, em Bauru, São Paulo.
Dessa maneira, o espaço publicitário nas redes sociais se torna cada vez mais valorizado, e o lucro gerado permite que elas se desenvolvam e se aperfeiçoem. Renato completa, sobre a experiência do EbaH: “Desde o começo percebi que nosso modelo de negócios estaria baseado em publicidade, aproveitando o espaço no mercado, já que existem poucos canais de comunicação online exclusivamente para universitários”.

Luminária solar é realidade em universidade de Pernambuco


Região brasileira faz uso do potencial solar em nome da sustentabilidade
Ana Laura Mosquera         


Ao perceber o potencial de radiação solar da região nordeste do Brasil, o designer Alberes Vasconcelos, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveu o projeto de uma luminária pública solar, a Lumisol. A ideia do designer surgiu com as aulas ministradas no curso de Light Design, que faz parte do programa de graduação em Design da UFPE.
A partir de uma análise mercadológica na área de iluminação pública da região, foi constatada a importância de um produto com diferencial sustentável que aproveitasse esse potencial. Após a conclusão do processo de pesquisa, a produção foi iniciada e, entre aquisição de materiais e testes de observação, a Lumisol saiu do papel.

Iluminando de verdade
Uma placa solar fotovoltaica capta durante o dia a energia do sol e, por meio de cabos elétricos, a energia é enviada para uma bateria. Esta, por sua vez, armazena toda a energia captada pela placa solar. Quando anoitece, um sensor presente na luminária identifica a ausência de luz e ativa o sistema de iluminação.
A Lumisol traz um novo conceito de iluminação pública, incorporando o uso de uma fonte de energia limpa, renovável e gratuita aos princípios de eficiência energética. “Além de ter um design inovador, que valoriza os espaços públicos e o meio ambiente”, ressalta o idealizador do projeto, Alberes Vasconcelos.
Outro fator importante é quanto à utilização de lâmpadas LED, cujo alto brilho, além de reduzir o consumo elétrico, também garante um tempo de vida de até 50.000 horas. “A elaboração do projeto tem também o intuito de promover e divulgar o uso das energias renováveis, algumas abundantes na região, mas cujo uso ainda caminha a passos lentos”, comenta o designer.
De acordo com Alberes, a maior dificuldade encontrada para a execução final da luminária sustentável foi com relação ao patrocínio. “Boa parte do projeto foi custeada pela própria equipe”, afirma. A aceitação tem sido bastante positiva. “Com essa febre de sustentabilidade ambiental presente no meio das empresas e universidades, são poucas as pessoas que não torcem a favor de um desenvolvimento sustentável”, conclui.

Sobras de coco e cana de açúcar podem ser usadas contra poluição


Pesquisadores universitários acreditam que materiais provenientes da produção agrícola podem ser aproveitados para limpar a água de rios
Bianca Barbis



Cientistas e alunos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) acreditam que a palha do coco e o bagaço da cana poderiam remover fármacos, pesticidas, corantes, metais e óleo dos mananciais usados para abastecimento.
No Laboratório de Bioquímica e Biofísica Ambiental da UFES, foi identificado nos resíduos de coco e cana microporos, ou seja, buracos microscópicos, e grupos químicos capazes de reter poluentes.

Essa descoberta possibilita a possível utilização de um material barato e eficiente. Muito do que é investido hoje em saneamento básico é usado em químicos que realizam a limpeza da água, por outro lado, estes produtos usados em excesso podem ser prejudiciais à saúde humana. Assim, os resíduos orgânicos do coco e da cana poderiam ser uma solução.
O professor da UFES e coordenador da pesquisa, Joselito Nardy Ribeiro, aponta como vantagens do projeto “a sua elevada eficiência na remoção de poluentes, sua abundância e seu baixo custo em relação ao carvão ativado que é empregado em estações de tratamento. Além disso, existe a vantagem de reutilização destes resíduos agrícolas, evitando seu acúmulo no meio ambiente. O coco, por exemplo, tem se tornado um grande problema de poluição das nossas praias”.

A elaboração e execução dos projetos empregam além de mestres, alunos de graduação e pós-graduação que, segundo Joselito, “são a chave para o sucesso do projeto”.

Até o momento, os trabalhos se encontram em fase de laboratório, no entanto, já geraram uma patente, artigos científicos em revistas especializadas e apresentação de trabalhos em congressos. O próximo passo, após testes de laboratório, será testar este material em estações de tratamento experimentais.

O projeto é amparado pela Fundação de Apoio a Pesquisa do Espírito Santo (FAPES) e Instituto Federal do Espírito Santo-IFES. E também envolve além da Universidade Federal do Espírito Santo a Universidade Estadual da Bahia.


Quando a aurora é audível


Projeto traz qualidade de vida a deficientes auditivos de forma econômica e sustentável
Ana Lis Soares

Howard Weinstein e Sarah, uma das integrantes do Aurora, mostram aparelho produzido no Brasil

Uma semana depois de perder a filha, Howard Weinstein, um canadense formado em Administração de Negócios, nos Estados Unidos, foi demitido do emprego com a justificativa de “incapacidade emocional” para administrar os negócios.
Após o choque, Weinstein decidiu trabalhar como voluntário em um projeto em Camp Hill, uma comunidade carente em Botsuana, África.  Depois de quatro anos no local, fundou a companhia Godisa Technologies, que se dedicava a treinar deficientes auditivos e mentais para o mercado de trabalho.
Com a equipe treinada, a Godisa produziu três novos produtos: um aparelho auditivo analógico, baterias recarregáveis e um carregador de baterias (para o aparelho). Uma peculiaridade a ser destacada na empresa de Howard é a preocupação também com o meio ambiente: os produtos são recarregáveis à luz solar.

Projeto social e sustentabilidade - parceria já existe no Brasil
Reconhecido por profissionais de todo o mundo, Howard Weinstein foi convidado por duas professoras de Fonoaudiologia da Universidade de São Paulo (USP) para dar uma palestra. “Entusiasmadas, me convidaram a implantar o projeto em São Paulo, onde alcançaríamos toda a América Latina”, relembra. Weinstein se mudou para o país trazendo, assim, o Projeto Aurora (Solar Ear).
Com o apoio da Fundação CEFAC, de ONGs e do Departamento de Tecnologia da USP, o Aurora treina deficientes e os emprega para a produção dos aparelhos, baterias e carregadores.

Aparelhos auditivos digitais
A diferença é que, com a ajuda da USP, os aparelhos do Projeto Aurora são digitais. “Um avanço, pois é mais eficiente e confortável, além de ser programável para cada deficiente, considerando o grau da deficiência, medido em decibéis, e a configuração, que são as freqüências de sons capitadas, medidas em Hertz”, diz Howard.
Projeto essencial em um país que tem mais de 5 milhões de deficientes auditivos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a tecnologia produzida pelo projeto é cerca de 80% mais barata.

Menos bateria para o meio ambiente
O administrador revela que as baterias produzidas pelo projeto são econômicas e sustentáveis, já que custam cerca de quatro reais e duram, em média, três anos. “As normais duram uma semana, com o mesmo preço. Assim, usando as recarregáveis à luz solar, evitamos jogar no meio ambiente nada menos que 300 milhões de baterias por ano”. 

Aparelho digital recarregável à luz solar: 300 milhões de baterias a menos no ambiente

Universidade no Ceará é destaque mundial por estudos com plantas medicinais


Grupo de pesquisa da UFC comprova a eficácia de plantas de uso popular na região
Bianca Barbis

Francisco José de Abreu, fundador do projeto Farmácias vivas


“Medicamentos eficazes e baratos”. Ao ouvir isso, certamente a maioria das pessoas vai pensar nos genéricos ou remédios subsidiados. Poucas delas vão se lembrar das receitas caseiras de suas avós. Ou mesmo sabem que um bom remédio pode se encontrar no quintal de sua casa. Não é raro que milhares de pessoa por todo o país façam uso de plantas locais para curar certas enfermidades. E essa atividade tem um nome: Ecomedicina.
Esse tipo de medicina é bem mais que o uso de chás à base de plantas para curar simples doenças, ela também é empregada para quem busca medicinas menos agressivas. A ecomedicina é um conceito introduzido pela Rede de Ciência e Saúde Ambiental (SEHN, em inglês), que desde 1994 sugeriu este nome para designar o caminho que associa a medicina com saúde e meio ambiente. Envolve várias ações que assegurem a saúde do ambiente, atividades ecológicas em unidades de saúde, medicinas alternativas – como inclusive a homeopatia – e ampla discussão ética e lógica, sobre a aplicação do conhecimento científico para a preservação do ambiente e da saúde humana.
Pensando nisso, o professor Francisco José de Abreu foi pioneiro no Brasil e criou o Projeto Farmácias-Vivas em 1984 tendo como base o Horto de Plantas Medicinais da Universidade Federal do Ceará (UFC).
O programa, administrado pela UFC, oferece assistência farmacêutica fitoterápica de base científica às entidades públicas e privadas, às ONGs, e às comunidades interessadas no emprego terapêutico de plantas da região sem fins lucrativos. Ela promove a instrução da comunidade sobre as particularidades, o cultivo correto e os fins medicinais de centenas de plantas regionais. Além disso, distribui medicamentos fabricados a partir dessas espécies.
Um dos estímulos para este planejamento foi o fato de que a planta medicinal, fresca ou seca, é mais frequentemente utilizada por pessoas que formam a parte menos abastada da população nordestina, embora ainda não existam informações científicas suficientes para permitir o uso correto dessas plantas. O Projeto Farmácias Vivas se expandiu como modelo para todo o Ceará e hoje é referência para todos os projetos semelhantes espalhados pelo Brasil.
O professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e Coordenador do Projeto Farmácias-Vivas UFJF, João Batista Picinini Teixeira, ressalta a importância da origem do Farmácias Vivas. “Esse projeto parte do costume do brasileiro de ter uma horta no quintal com remédios caseiros. No Farmácias Vivas existe uma horta com plantas medicinais com propriedades já comprovadas cientificamente. Abreu Matos há 23 anos foi vanguardista”.
Fortaleza chegou a ter mais de 30 Farmácias Vivas, mas enfrenta dificuldades desde a morte do seu fundador, em 2008. O legado de pesquisas e descobertas deixado pelo farmacêutico corre o risco de se perder. O acervo de Abreu Matos, espaço onde também funciona o horto matriz do projeto, sobrevive hoje de doações.

Confira a palestra no TEDxSP da engenheira agrônoma Francisca Simões Cavalcanti, fundadora do Horto de Plantas Medicinais da UFC, sobre o projeto Farmácias Vivas. 

O fim dos lixões


Ministério do Meio Ambiente lança manual de orientação do novo Plano de Gestão de Resíduos Sólidos
Ana Lis Soares



O Manual de orientação lançado no Brasil dia 27/03, durante o I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, foi produzido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais Locais (Iclei). O MMA e o Iclei se propõem a orientar as prefeituras no chamado “Plano Nacional de Resíduos Sólidos” (Lei nº 12.305/10).
Uma versão preliminar da publicação foi distribuída dia 14/03 aos integrantes da Frente Parlamentar Ambientalista e do Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos da Câmara dos Deputados. Uma das discussões são os planos de gestões que prefeituras terão de apresentar até 2014 para o fim dos lixões. 

O problema do lixo no Brasil

A Lei nº 12.305/10 vem tarde, mas é muito bem-vinda. De acordo com o professor Dr. Sérgio Arnosti Júnior, coordenador do Curso de Engenharia Ambiental da EEP/FUMEP, o lixão, ainda utilizado em todo o país, é uma forma indevida de descarte do lixo, com prejuízos econômicos, ambientais e sociais (com milhões de pessoas que vivem do lixo e no lixo).
As fases necessárias para o descarte correto são a reutilização, a reciclagem; a compostagem; a recuperação e o aproveitamento energético; outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do Sisnama, do SNVS e do Suasa; até a disposição final em aterros sanitários. (Lei nº 12.305/10, art. 3º, § VII).

Para quê um Manual?
O manual lançado durante o I Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável faz parte do projeto GeRes – Gestão de Resíduos Sólidos – iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Iclei e apoio da Embaixada Britânica – que promoverá a capacitação técnica de gestores públicos (2 mil, a princípio) de resíduos sólidos. O objetivo é fazer um movimento nacional para o descarte correto do lixo, com uma gestão sustentável e uma economia verde, de baixo carbono e inclusiva.


Dados alarmantes
Segundo o professor Dr. Sérgio Arnosti Junior, o lixo é um problema de limpeza pública que vem desde a época do império, quando já era preocupante. Hoje, a pesquisa feita pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) revela que houve um aumento de geração dos resíduos sólidos de 6,8% entre 2009 e 2010 (5,3% per capita), problema sério para os municípios.


Veja aqui a entrevista com o professor Sérgio Arnosti Junior

“Sem essa união de forças não vejo como atingirmos qualquer meta”


O lixo é responsabilidade da administração pública. Mas, a participação de cada brasileiro se faz cada vez mais necessária. Esta é a opinião do professor Dr. Sérgio Arnosti Júnior, coordenador do Curso de Engenharia Ambiental da EEP/FUMEP, em entrevista exclusiva para nosso site.
Ana Lis Soares



Como o senhor enxerga a questão dos lixões e como acha que a administração pública e os cidadãos podem trabalhar para algo mais sustentável e limpo?
A situação hoje se tornou alarmante. A administração pública tenta minimizar o problema apenas afastando o resíduo da população, mesmo que a destinação seja inadequada. Para mim, existe uma grande falta de planejamento e isto faz com que os recursos sejam mal aplicados. Não encontramos casos de projetos bem-sucedidos de educação ambiental, em que realmente exista um trabalho de conscientização das pessoas. A lei ressalta a importância da participação dos diferentes atores, cidadão, administração pública, empresários na administração e solução do problema. Sem essa união de forças não vejo como atingirmos qualquer meta mesmo que especificamente na área de resíduos sólidos.

Há uma forma “melhor” de gerir tais resíduos? O que é esperado com o PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos)?
Infelizmente, quando consideramos a reutilização, a reciclagem, a compostagem, a recuperação e o aproveitamento energético de todo o resíduo coletado no Brasil apenas entre 10 e 15% tem alguma destas destinações. Se considerarmos o total de resíduos gerados, o índice pode ficar em torno de 2%. Então, quando falamos em disposição final no Brasil, ainda estamos falando em disposição em aterros ou lixões. Então se espera que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos viabilize ações que resultem na redução da geração até na garantia de que todo o rejeito seja destinado adequadamente.

Há hoje nas universidades estudos e pesquisas voltadas para este tipo de problema urbano?
As universidades têm um papel muito importante não só na formação técnica/acadêmica de pessoas, mas também na formação de opinião. Quando pensamos em resíduos sólidos estamos lidando com uma variedade muito grande de materiais que vai desde restos de alimentos até resíduos extremamente complexos gerados em processos industriais. Teríamos que listar aqui pesquisas em todas essas áreas do conhecimento que de alguma forma contribuem para uma maneira mais sustentável de se viver. O que eu procuro abordar em sala de aula é o problema sobre os diferentes aspectos envolvidos nesta problemática. Não existe coleta seletiva sem educação, sem apoio às cooperativas, não existe comprometimento da população enquanto as prioridades de saneamento básico e sociais não estiverem equacionadas.

Em sua opinião, qual mudança é mais urgente na gestão, no encaminhamento dos resíduos sólidos nas áreas urbanas?
A meu ver é necessária uma mudança de concepção. Na área de resíduos estamos atrasados décadas nesses termos. Desde a década de 90, quando as normas de qualidade se voltaram também para a qualidade ambiental, preconiza-se que os problemas ambientais devem ser tratados com ações preventivas é não em ações corretivas, fazendo com que os custos sejam minimizados e a melhoria seja contínua. As grandes corporações já trabalham dessa forma e talvez um modelo similar devesse ser seguido pela administração pública.

O som da sustentabilidade


Projeto acadêmico produz instrumento musical popular de maneira sustentável
Ana Laura Mosquera


Substituir instrumentos musicais tradicionais por aqueles produzidos de forma sustentável é um jeito inovador e ainda muito diferente de enxergar a sustentabilidade. O aumento do número de iniciativas e projetos na área comprova uma evolução no crescimento da demanda. Sobretudo da demanda de cuidado com o planeta.
O projeto “Transferência de tecnologia da madeira para a prática artesanal da fabricação do violão”, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós da USP, a Esalq, deu início às pesquisas na produção de um violão sustentável em 2005. O projeto, coordenado pelo professor do Departamento de Ciências Florestais do campus de Piracicaba, José Nivaldo Garcia, pretende fabricar violões de maneira didática e a um custo acessível, a partir de madeiras plantadas ou nativas de ciclo sustentável.
A meta é popularizar a produção de um instrumento já popular no seu uso. “A música é um meio que está na vida de todo mundo, em maior ou em menor grau. E o violão é um dos instrumentos mais populares do Brasil ainda hoje”, como conta Caio de Oliveira Loconte, um dos idealizadores do projeto e aluno do curso de Engenharia Florestal da universidade.
O primeiro violão produzido pelo projeto teve custo de menos de 70 reais e foi construído a partir de madeiras plantadas ou nativas de ciclo sustentável. Uma das árvores utilizadas como matéria-prima é o eucalipto. “O projeto do violão de eucalipto surgiu porque a Ciência Florestal na Esalq é muito voltada pra madeira plantada. Então seria um jeito de aplicar a tecnologia que a gente tem”, completa Loconte.

Para os primeiros acordes
Uma das grandes barreiras para a difusão dos instrumentos feitos a partir desses materiais, entretanto, está na qualidade do som. No caso do violão, usualmente fabricado a partir de madeiras nobres, como o jacarandá, o mogno e o pinho europeu, a questão é bastante complicada. “A qualidade do som fica bem afetada. A gente não quantificou isso, porque não diz respeito à área de Engenharia Florestal, mas de ouvido a gente percebe que é um som mais abafado”, afirma o estudante que também toca o instrumento.
Por outro lado, o impacto ambiental diminui consideravelmente com a utilização dessas matérias-primas. “Usar o eucalipto é bem interessante porque, além de ser uma madeira barata, o violão para principiante, em larga escala, é muito viável produzir. E a gente diminui a pressão sobre madeiras mais nobres, que acabam tornando o instrumento mais caro e a exploração florestal dessas madeiras é bem degradante”, conclui Caio.

Em guerra contra o plástico


Londres lança campanha para queda do consumo de canudinhos
Ana Lis Soares

A cidade britânica lançou neste final de março a campanha “Straw Wars” (Guerra de Canudos), iniciada no bairro do Soho, mobilizando comércios a parar de oferecer canudos, que serão entregues apenas quando o cliente pedir.
Para se ter ideia, só o McDonnald’s em Londres utiliza mais de 35 mil canudos durante 24h. O impacto disso no total é enorme nos aterros sanitários, lixões e mares (quando não são reciclados). Os estabelecimentos na cidade britânica interessados podem se cadastrar no site da campanha.

Mudando os hábitos
As mudanças de hábitos chegam ao mundo todo em meio aos debates sobre consciência ambiental frequentes em nosso dia a dia, como o Rio +20, que será realizado este ano no Brasil. Como mudanças climáticas já são sentidas atualmente, a máxima “E eu com isso?” tem ficado para trás por meio de ações como a restrição de materiais não biodegradáveis e a reciclagem de alguns objetos.

Enquanto isso, no Brasil
A campanha em Londres remete a um assunto que tem sido polêmica no Brasil: a restrição das sacolinhas nos supermercado e mercadinhos começou em São Paulo e deve ser adotada em mais outros 9 estados e o Distrito Federal . Ambas as iniciativas são para combate ao plástico, material não biodegradável.


Ações contra o plástico
Não só governos e empresas privadas tem feito manobras para restringir o uso de materiais prejudiciais ao meio ambiente. Universidades no Brasil tem projetos que buscam benefícios para nossas cidades, aterros, rios, mares, matas nativas e florestas.

Projeto Usp Lorena
O professor Adilson Gonçalves, da Escola de Engenharia de Lorena (USP), e a aluna, Cibele Rosa Oliveira, estudam há um ano formas de utilizar os filmes plásticos descartados nos aterros de Lorena para a fabricação de um material biodegradável ao misturar o material com fibras naturais da cana de açúcar.

Veja aqui a entrevista com o professor Adilson.

“A mudança levará algum tempo, mas acredito na capacidade do brasileiro de se adaptar”

O professor Doutor da Usp de Lorena, Adilson Gonçalves, fala sobre seu projeto realizado com uma aluna que pode causar bom impacto ambiental e financeiro. Adilson estuda solução para o aproveitamento de resíduos sólidos (no caso, filmes plásticos) na fabricação de biocompósitos (material feito de plástico misturado a fibra de bagaço de cana). O professor explica a pesquisa e, também, da relação do brasileiro com resíduos sólidos (plásticos), que vem mudando aos poucos, como com a proibição das sacolinhas plásticas nos supermercados.
Por Ana Lis Soares



O estudo de vocês tenta descobrir formas de se diminuir o impacto ambiental causado pelo descarte de filmes plásticos em meio aos resíduos sólidos municipais. Por que se focaram neste material?
Essa é a fração mais negligenciada, mais desprezada. Como é de pequena massa (cerca de 5-6% do total), acaba não interessando aos catadores nem às empresas de reciclagem, pois a unidade de negócio é por massa. Os filmes plásticos vão desde as sacolinhas que se usam (ou usavam) em supermercados, os sacos plásticos nos quais são colocados alimentos secos (macarrão, feijão, arroz e quase todos os grãos), biscoitos etc. E tudo isso tem um impacto enorme no ambiente.

Conte-me um pouco do projeto. Como surgiu a ideia da pesquisa?
Minha aluna de Iniciação Científica, Cibele Rosa Oliveira, que também é técnica da EEL-USP, quis fazer um projeto mais aplicado, voltado a problemas locais. Como fui Presidente do Conselho de Meio Ambiente Municipal de Lorena por quatro anos, propus a ela um projeto que conciliasse a questão social, desafiando a falta de informações adequadas sobre a composição do lixo coletado em Lorena. Daí veio a ideia de separar apenas a parte desprezada do lixo (os filmes plásticos) e fabricar compósitos com eles misturados com as fibras de bagaço de cana.

Estamos assistindo no Brasil uma mudança de hábito das “sacolinhas de supermercado” com a lei imposta em vários estados do país. A pesquisa e projeto de vocês vem ao encontro dessa mesma problemática: como solucionar o problema do uso de resíduos sólidos não biodegradáveis? Qual seria o impacto de seu projeto em Lorena?
Restringindo-se ao objeto de nossa pesquisa, que foram os filmes plásticos descartados, calculamos que 5-6% do total do lixo é constituído por esse material, com um valor de mercado de R$100 mil (numa cidade de 82 mil habitantes, como Lorena, onde o estudo foi realizado). Além disso, o município economizaria em 5% do que paga para enterrar seu lixo no aterro controlado mais próximo, cerca de 20 km daqui.

Como o senhor definiria o uso do plástico no Brasil? Como a população pode se adaptar para o consumo mais apropriado?
Em relação às sacolinhas plásticas há um problema cultural que precisa ser combatido: muitos usam as sacolas para expor o que compraram. O brasileiro tem receio de que seja abordado por suspeita de furto. Sacolas de pano é coisa de “pobre”, “caipira”. O argumento de que as sacolinhas são usadas para pôr o lixo não procede, pois já verificamos que a quantidade de sacolas levadas é muito maior da que é necessária para acondicionar o lixo. A mudança levará algum tempo, mas acredito na capacidade do brasileiro de se adaptar e entender que precisa fazer seu papel. Quando houve o apagão e o racionamento de energia, por exemplo, ele fez isso.

Praça paradesportiva de Bauru é modelo de projeto para outras cidades

Por Brunara Ascêncio


            
       Inaugurada dia 19 de setembro de 2011, a praça paradesportiva de Bauru é a primeira do Estado de São Paulo e agora serve de modelo para outras cidades que também estão interessadas em adquirir o projeto, como Marília e São José do Rio Preto.

          Destinada a crianças, jovens e adultos com e sem deficiência, a Praça Paradesportiva tem capacidade para 150 pessoas em atividade simultânea e 1.200 pessoas por dia. Em Bauru, o projeto foi construído em uma área de 3.547 m², o lugar é acessível e adequado para a prática de esportes por pessoas com deficiência. 

            O projeto conta com uma quadraparadesportiva para basquetebol, futsal e voleibol e outra para futsal e tênis, ambas com piso sintético e pintura em poliuretano, cobertas e iluminadas. O local também tem área coberta para lazer, dois vestiários, campo de futebol society, playground com tanque de areia e pista de caminhada cimentada.

            O projeto é resultado de um convênio assinado entre a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Prefeitura Municipal de Bauru. O Estado disponibilizou R$ 1,6 milhão, acompanhou e fiscalizou as obras. Já a prefeitura, concedeu o espaço para a construção na área. 


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O uso das quadras da Praça Paradesportiva precisa ser agendado


Por Brunara Ascêncio           


           Atendendo a pedidos dos usuários, a coordenadoria de atividades da praça decidiu que é necessário um agendamento para o uso das dependências do local. A coordenadora de atividades, Maria Amélia Teodoro, defende que o agendamento é uma necessidade, para que um maior número de pessoas seja atendido. Ela também esclarece que a partir de 18h, menores de 18 anos não podem usar as quadras, se não estiverem acompanhados de um responsável.

            A entrada da Praça Paradesportiva fica na rua São Paulo, quadra 1, na Bela Vista. Uma das laterais fica na avenida Nuno de Assis. Para agendar, o interessado deve ir pessoalmente, de segunda a sexta, das nove da manhã ao meio-dia ou das duas às quatro da tarde. O local não tem telefone para agendamentos.


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