Instagram: Digital, Analógico ou Digital com cara de Analógico ?


Hoje em dia é comum ver postagens de fotos nas diversas mídias sociais que existem por ai. Posts sobre o dia-a-dia, momento para compartilhar com familiares e amigos. Porém, imagine como era o compartilhamento de imagens sem as inovações tecnológicas? Imagine que, antes, as pessoas compartilhavam as fotos reveladas, ou seja, sem grandes dimensões de público. Nada prático para a modernidade de hoje.

Pela rapidez implementada pela internet, compartilhar uma foto com todas as pessoas conhecidas se tornou questão de necessidade e, por isso, empresas do ramo de fotografia e tecnologia se juntaram e criaram diversos aplicativos para tirar uma foto e compartilhar via web imediatamente. O Instagram faz parte dessa gama de aplicativos, que além de postar na rede, proporciona uma versão vintage, parecida com as fotos analógicas.

Criado pela Apple, o Instagram regressa ao advento da fotografia analógica, deixando o grande debate entre o analógico e o digital mais acesso do que nunca. E foi essa a questão debatida na palestra “Fotografia 2.0. O novo velho novo”, na área de Artes Digitais da #CPBR5, realizada entre seis e doze de Fevereiro, em São Paulo. O bate papo contou com os convidados Ricky Arruda, fotógrafo profissional, e Bruno Siqueira, designer e gerente regional da Lomography, uma das grandes empresas do ramo.

Para os convidados, o aplicativo da Apple mistura fotografia com mídias sociais. “O barato do Instagram é que você já tira a foto e posta na web. É como se fosse o twitter da imagem.” Disse Ricky. Mesmo que o celular não tenha uma lente fotográfica, esse “defeito” é o que faz funcionar o aplicativo.

Bruno ressaltou esse conceito do defeito e defendeu que o efeito inesperado, que era conseguido apenas com a revelação de uma imagem, hoje é feito com uma velocidade bem maior. “É essa é a magia da fotografia!”.

A Lomography, empresa em que Bruno trabalha, é um dos nomes mais conhecidos desse conceito de efeitos antigos. Austríaca, a companhia criou essa tecnologia em meados da União Soviética, com o objetivo de difundir a fotografia compacta pela população. Deu certo e hoje a companhia cresce pelo mundo inteiro.

E você, prefere a fotografia digital, analógica ou digital com cara de analógica? Pode ser de qualquer jeito, com qualquer filtro ou efeito, porém, o mais importante é compartilhar os melhores momentos através da internet, seja por Twitter, Facebook ou qualquer outra mídia social. #todoscompartilha!